
Já assistiu Ratatouille? É mais um brilhante filme de animação da DISNEY/PIXAR que se passa em Paris e conta a divertida história de um ratinho que sonhava em ser cozinheiro. Vale a pena assistir. Mas o que isso tem haver com o post? Tudo. O restaurante do Gusteau, onde se passa o filme, foi inspirado num dos restaurantes mais famosos do mundo. E não é famoso a tôa.
O La Tour d’Argent é o restaurante mais antigo de Paris e um dos mais antigos do mundo. Fundado em 1584 o restaurante já teve como clientes reis e as mais famosas personalidades do mundo. Além de ter uma das maiores adegas do mundo com mais de 500 mil rótulos, o restaurante já chegou a possuir 3 estrelas no guia Michelin por 51 anos.
Como todos sabem, comer bem é um hobby pra mim. Não precisa ser caro, o importante é o sabor e também a história que há por trás do prato. Como tenho todo interesse de experimentar novos sabores onde quer que eu vá, não poderia deixar de incluir no meu “currículo gastronômico” um dos pratos mais famosos do mundo: O “pato ao sangue” ou em francês “Caneton” do La Tour d’Argent.
Esse prato foi inventado no século XVIII por Frédéric Delair e é nada mais nada menos que um pato ao molho pardo. Mas tem dois detalhes que instigaram ainda mais a minha curiosidade: primeiro, ele é preparado no meio do salão chiquérrimo do restaurante, num ritual repetido desde que foi inventado, numa prensa especial e por um chef de primeiríssima linha. Segundo e o ponto mais bacana: cada pato no restaurante é numerado e o cliente recebe um certificado de que esteve no d’Argent e teve o prazer de degustá-lo. A contagem já passa de 1 milhão, mas é um número exclusivo para cada felizardo. É ou não é um momento único?

Pois bem: estive no La Tour d’Argent, num lindo domingo com céu azul em Paris, depois de visitar a belíssima Torre Eiffel. Fui extremamente bem recebido no térreo e depois de subir ao 6o andar, conduzido ao salão principal com vista para a Notre Dame. Pedi um menu especial que inclui o famoso pato – e mais 7 pratos, da entrada até a sobremesa. Resumindo, comi divinamente e saí de lá 2h30 depois me sentindo o personagem Anto Ego, crítico gastronômico do filme Ratattouille, que após experimentar um prato especial fica meio desbaratinado com a experiência inesquecível.
Levei comigo o certificado número 1.062.540. E a certeza de que a lista de todos que passaram por lá e comeram o famoso pato mudou um pouco. Henri IV, o imperador japonês Hirohito, Winston Churchill, Theodore Roosevelt, Mikhail Gorbachev, John Kennedy, Charles Chaplin e agora o Moriael, lá de Brasília.



