Aí vc vai encontrar a melhor coxinha q eu conheço

Esse lugar, segundo meus critérios, tem a melhor coxinha que encontrei até o momento. As “vistorias” continuam, mas sempre q posso é lá que eu vou.

Trófeu “Coxinha de Ouro”

Quero começar dizendo que isso é sério. Coxinha é um assunto sério. E também que minha iniciativa visa reparar um grande injustiça: o não reconhecimento da coxinha como um dos grandes rangos do nosso país e do mundo. Pra mim está no mesmo nível de outros quitutes já internacionalizados como a pizza, o quibe, a esfiha e o cachorro quente.

 

 

Por isso, dou início aqui a uma GRANDE PESQUISA NACIONAL em busca das melhores coxinhas de Brasília e do país afora. E peço, é claro, a ajuda dos amigos nessa importantíssima jornada.

 

Fase 1 – Indique uma coxinha!
Indique o local que vc já comeu uma coxinha daquelas que vc pára e pensa. Olha pra ela e dá aquela sensação de “caramba… que bom isso!”. Isso não acontece com toda comida. Só com as melhores. O resto sempre passa desapercebido. Na medida do possível, eu e o Lupa (grande entendedor de coxinhas) iremos ao local vistoriar a indicada.

 

Fase 2 – Avaliação  (sugira um outro critério se não concordar com os abaixo)

 

  • Quesitos básicos (1 ponto): Estar quentinha, ter aquela casquinha que faz “crec” quando a gente morde, recheio compatível com a quantidade de massa, recheio com aqueles pedacinhos de frango/galinha e não a versão triturada, não estar muito oliosa, boa aparência.   
     
  • Quesitos avançados (2 pontos): Pedaço de salsinha dentro, não estar seca demais, recheadas com frango mais temperado – isso merece um ponto extra. E se além de ser gostosa, for baratinha, fantástico! Fechou. Preço nunca quis dizer qualidade quando o assunto é coxinha.
     
  • Quesitos de segurança (perda de pontos): se for encontrado pedaço de cartilagem na coxinha: menos um ponto. Osso: menos um ponto. Osso e cartilagem simultaneamente (caracterizando frango atropelado): menos três pontos. Se a massa da coxinha ficar agarrada nos dentes: menos um ponto.
     
  • Quesito gula: se você matou a fome com a primeira coxinha mas TEVE que pedir outra, mais 2 pontos.

  • Extra points: Se o local vender Coca em garrafa de vidro, mais um ponto extra. Molho de pimenta, outro ponto. Se a coxinha foi feita por uma tia que se encontra no local de venda do produto, mais um ponto. 
     
  • Trófeu Little Coxinha: Vc também pode opinar sobre coxinhas de pequeno porte, como as de festas de criança (ambiente particularmente dominado pelo mini cachorro-quente). 
     

As 10 melhores coxinhas avaliadas serão incluídas no Hall da Fama “1 minuto de silêncio”. A melhor coxinha na avaliação de todos receberá o Troféu Coxinha de Ouro, com ampla divulgação aos amigos consumidores de rango trash. 

 

Conto com a ajuda de todos! Sugestões no comment.

 

Importante: Está vedada a participação de coxinhas com catupiry. Consideramos isso uma deturpação da coxinha, feita provavelmente pelo cara que resolveu colocar limão na Coca-cola, queijo no quibe, banana na pizza, etc.

 
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Comam carne vermelha!

O título do post pode soar estranho, mas me sinto obrigado a homenagear e divulgar o trabalho de um cara que é um héroi. Luiz Amorim é o dono do Açougue Cultural T-Bone, aqui de Brasília. Fica na 312 norte e tive o prazer de virar cliente dele há uns 10 anos. 

 

picture1.pngLá tem tudo que se espera de um bom açougue: carne de qualidade, bom preço, atendimento de primeira. Esse último quesito então é cumprido à risca pelos divertidíssímos atendentes, os quais adoro sacanear quando o Mengão ganha – mas que preciso aguentar calado nas raríssimas vezes quando os timinhos do Vasco ou do Fluminense têm a sorte de ganhar alguma coisa. 

 

Mas o que torna o T-Bone tão especial? E que papo é esse de Açougue Cultural? 

 

Porque não é de hoje que o Sr. Luiz Amorim, um apaixonado por livros alfabetizado apenas aos 16 anos, resolveu fazer um trabalho que merece aplausos diários, promovendo a partir do Açougue, a cultura da cidade. 

 

Além de muita carne é claro, o T-Bone é uma verdadeira biblioteca pública. Tem todo tipo de livro para pegar emprestado pelo tempo que achar conveniente. Quando o espaço apertou, surgiu o “Espaço Cultural T-bone”, ali na 712 norte. O açougue também é o point da já conhecida “Noite Cultural T-Bone”, onde novos artistas da cidade dividem o palco com estrelas já consagradas. Por conta dessa versão inovadora de açougue, Luiz já foi diversas e merecidas vezes tema de reportagens em jornais e revistas, além de entrevistado no Programa do Jô. 

 

Mas a última do T-Bone merece ainda mais destaque: foram colocadas diversas estantes com livros para empréstimo em pontos de ônibus da Asa Norte. Sem vigia, sem lista, sem controle aparente. Uma iniciativa de tirar o chapéu que promove não só o hábito de leitura mas como divulga que é possível confiar no “bom comportamento” de quem passa por ali sem vandalizar o espaço. Serviço de utilidade pública, obra com a criatividade característica do Luiz Amorim e sua equipe. 

 

Se isso vai ajudar a financiar mais obras como estas, defendo que todos comam mais carne vermelha! Mas não deixem de comprá-la no único “açougue do mundo onde os bois são alfabetizados”, como diria o Cláudio, gerente do T-Bone.   

 

 Conheça aqui o site do T-Bone.

 

 

1 minuto de silêncio para o “misto-quente” Parisiense…

mixto.jpgO misto-quente é um rango que devia entrar para o hall das comidas mundiais. Como a pizza, o pastel, o kibe e outros tantos que se encontram no mundo inteiro. Não está acima apenas da coxinha, na minha humilde opinião. Aliás, a coxinha merece um lugar de maior destaque no mundo. Mas isso é outra história.

 

Pra quem não conhece, o Geraldo é o responsável por um misto de responsa, lá pertinho do Liberty Mall em Brasília. Além do tradicional, dá pra pedir o misto no pão de queijo… uma obra de arte do rango trash. Esse então quase chega perto da coxinha. E tô citando ele porque é uma referência no assunto. Aliás, respeito muito quando o rango é bom.

 

Pois bem, Paris me apresentou um misto-quente de alto nível. A receita impecável: Baguete tipicamente francesa, queijo brie e presunto parma. Pra fechar, manda na chapa e depois uma pitada de mostarda Dijon legítima. Tá feito. Eles chamam de “Panini”. Pra mim o nome disso é misto-quente. E pronto.

 

O Geraldo que me desculpe, mas esse misto francês é realmente a consagração do bom e velho misto-quente. Só me resta então a homenagem: por favor, um minuto de silêncio para o misto-quente francês.

 

 

 

 

Paris – Um dia de Ratatouille

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Já assistiu Ratatouille? É mais um brilhante filme de animação da DISNEY/PIXAR que se passa em Paris e conta a divertida história de um ratinho que sonha ser cozinheiro. Vale a pena assistir. Mas o que isso tem haver com o post? Tudo. O restaurante do Gusteau, onde se passa o filme, foi inspirado num dos restaurantes mais famosos do mundo. E não é famoso a tôa.

ratatouille3.jpgO La Tour d’Argent é o restaurante mais antigo de Paris e um dos mais antigos do mundo. Fundado em 1584 o restaurante já teve como clientes vários Reis e outras tantas e não menos famosas personalidades do mundo. Além de ter uma das maiores adegas do mundo com mais de 500 mil rótulos, o restaurante já chegou a possuir 3 estrelas no guia Michelin por 51 anos.

Como todos sabem, comer bem é um evento pra mim. Não precisa ser caro, o importante é o sabor e também a história que há por trás do prato. Como tenho todo interesse de experimentar novos sabores onde quer que eu vá, não poderia deixar de incluir no meu “currículo gastronômico” um dos pratos mais famosos do mundo: O “pato ao sangue” ou em francês “Caneton” do La Tour d’Argent.

Esse prato foi inventado no século XVIII por Frédéric Delair e, simplificando, nada mais é do que um pato ao molho pardo. Mas tem dois detalhes que instigaram ainda mais a minha curiosidade: primeiro, ele é preparado no meio do salão chiquérrimo do restaurante, ritual repetido desde que foi inventado, numa prensa especial e por um chef de primeiríssima linha. Segundo e o ponto mais bacana: cada pato no restaurante é numerado e o cliente recebe um certificado de que esteve no d’Argent para prazerosamente degustar essa maravilha. A contagem já passa de 1 milhão, mas é um número exclusivo para cada felizardo. É ou não é um momento único?

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Foi então num lindo domingo com céu azul em Paris, depois de tomar café da manhã sob a  sombra da Torre Eiffel que estive no La Tour d’Argent. Extremamente bem recebido no térreo do prédio, subi ao 6o andar e fui conduzido ao belíssimo salão principal com vista para a Notre Dame. As cenas do longa da Pixar pipocavam em pequenos flashes a todo instante. A semelhança era realmente incrível. Detalhes como o carrinho de queijos, garçons de nariz empinado e claro, correria por todo lado sem jamais perder a elegância francesa ao servir, gente fina pedindo pratos ainda mais finos. Cenas de um filme. Ou de desenho, como preferir.

Pedi um menu especial que incluía o pato – e mais 7 pratos, da entrada até a sobremesa. Resumo da brincadeira: comi divinamente e saí de lá 2h e meia depois me sentindo o personagem Anto Ego, crítico gastronômico do filme Ratattouille, que após experimentar um prato especial fica meio desbaratinado com a experiência inesquecível. Valeu cada centavo! Ou melhor, cada notão de euro mesmo 🙂

Por fim, levei comigo o certificado número 1.062.540. E a certeza de que a lista de todos que passaram por lá e comeram o famoso pato mudou um pouco. Henri IV, o imperador japonês Hirohito, Winston Churchill, Theodore Roosevelt, Mikhail Gorbachev, John Kennedy, Charles Chaplin e agora o Moriael, lá de Brasília.

Pessoas legais pelo caminho – Artistas em Paris

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Os 3 estavam ao meu lado num café que fui quase todas as noites em Paris. Pelo café que era bom e pela internet wi-fi que era “0800”.

 

Uma delas me olhava e ria, meio que puxando papo. Disse que foi com a minha cara, começamos a conversar e descobri que estavam em Paris para uma turnê de teatro. A peça deles circula pela Europa há mais de 15 anos. O marido dela, que estava entre os 3 é o diretor da peça. E a amiga, atriz de comédia, faz parte do elenco.

O bacana disso é a cara deles. Figuríssimas! Acima a foto, que quando eu disse que iria tirar uma delas fez questão de se maquiar antes. No mais, parecem saídos de um filme antigo francês de comédia. E quando me viram falando no skype em video, real time com o Brasil e que “havia vida” do outro lado, pensei que iam ter um treco!! Foi um festival de biquinhos franceses e palavras que não entendo pra todo lado. Riam tanto que fiquei com medo das velhinhas terem um treco.

Tentaram sem êxito me explicar o tema da peça. Eles discutiam entre eles: um dizia “mas ele não vai entender o contexto… é coisa da França” e a outra retrucava “mas podemos explicar” e por aí vai. E eu rindo da situação e do esforço deles, já que tudo acontecia em meio a caras e bocas bem engraçadas.

No fim das contas acabaram me convidando pro espetáculo, com garantia de um bom lugar sem pagar nadinha por isso. Não deu pra ir, mas esse dia já foi o bastante pra dar boas risadas mesmo sem assistir a peça oficial.