Crônica de um lindo dia rubro-negro

“Todo mundo nasce Flamengo, só que alguns degeneram”, ouvi repetidas vezes meu Tio Saulo dizer quando era garoto. Foi por isso que nasci Flamengo e achei mesmo que todo o resto do mundo torcesse pelo Mengo. Quando pelas mãos do Tio Jessé estreei num estádio, lá no gramado desfilavam Leandro, Júnior, Adílio, Andrade, Nunes, Lico, Zico e Tita. Era uma orquestra, claro que todo mundo tinha mesmo que ser Flamengo. Nem mesmo as tardes de domingo, os gols do Dinamite e os gritos de gol do Tio Ananias me faziam mudar de idéia. Só dava Flamengo. Coitado do Dinamite, coitado do Tio Ananias. Coitados dos que não torciam pro gigante rubro-negro. Mesmo não sendo tanta gente, já que afinal poucos ousavam ser diferentes.Era nisso que eu acreditava e daí só pensava: aqueles que “degeneraram” por um tempo, nem vão virar casaca, nasceram Flamengo, tem uma bela desculpa pra voltar. Se foi uma vez Flamengo, era pra sempre Flamengo.

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Era uma vez uma câmera…

1 minuto de silêncio para o “misto-quente” Parisiense…

mixto.jpgO misto-quente é um rango que devia entrar para o hall das comidas mundiais. Como a pizza, o pastel, o kibe e outros tantos que se encontram no mundo inteiro. Não está acima apenas da coxinha, na minha humilde opinião. Aliás, a coxinha merece um lugar de maior destaque no mundo. Mas isso é outra história.

 

Pra quem não conhece, o Geraldo é o responsável por um misto de responsa, lá pertinho do Liberty Mall em Brasília. Além do tradicional, dá pra pedir o misto no pão de queijo… uma obra de arte do rango trash. Esse então quase chega perto da coxinha. E tô citando ele porque é uma referência no assunto. Aliás, respeito muito quando o rango é bom.

 

Pois bem, Paris me apresentou um misto-quente de alto nível. A receita impecável: Baguete tipicamente francesa, queijo brie e presunto parma. Pra fechar, manda na chapa e depois uma pitada de mostarda Dijon legítima. Tá feito. Eles chamam de “Panini”. Pra mim o nome disso é misto-quente. E pronto.

 

O Geraldo que me desculpe, mas esse misto francês é realmente a consagração do bom e velho misto-quente. Só me resta então a homenagem: por favor, um minuto de silêncio para o misto-quente francês.

 

 

 

 

Paris – Um dia de Ratatouille

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Já assistiu Ratatouille? É mais um brilhante filme de animação da DISNEY/PIXAR que se passa em Paris e conta a divertida história de um ratinho que sonha ser cozinheiro. Vale a pena assistir. Mas o que isso tem haver com o post? Tudo. O restaurante do Gusteau, onde se passa o filme, foi inspirado num dos restaurantes mais famosos do mundo. E não é famoso a tôa.

ratatouille3.jpgO La Tour d’Argent é o restaurante mais antigo de Paris e um dos mais antigos do mundo. Fundado em 1584 o restaurante já teve como clientes vários Reis e outras tantas e não menos famosas personalidades do mundo. Além de ter uma das maiores adegas do mundo com mais de 500 mil rótulos, o restaurante já chegou a possuir 3 estrelas no guia Michelin por 51 anos.

Como todos sabem, comer bem é um evento pra mim. Não precisa ser caro, o importante é o sabor e também a história que há por trás do prato. Como tenho todo interesse de experimentar novos sabores onde quer que eu vá, não poderia deixar de incluir no meu “currículo gastronômico” um dos pratos mais famosos do mundo: O “pato ao sangue” ou em francês “Caneton” do La Tour d’Argent.

Esse prato foi inventado no século XVIII por Frédéric Delair e, simplificando, nada mais é do que um pato ao molho pardo. Mas tem dois detalhes que instigaram ainda mais a minha curiosidade: primeiro, ele é preparado no meio do salão chiquérrimo do restaurante, ritual repetido desde que foi inventado, numa prensa especial e por um chef de primeiríssima linha. Segundo e o ponto mais bacana: cada pato no restaurante é numerado e o cliente recebe um certificado de que esteve no d’Argent para prazerosamente degustar essa maravilha. A contagem já passa de 1 milhão, mas é um número exclusivo para cada felizardo. É ou não é um momento único?

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Foi então num lindo domingo com céu azul em Paris, depois de tomar café da manhã sob a  sombra da Torre Eiffel que estive no La Tour d’Argent. Extremamente bem recebido no térreo do prédio, subi ao 6o andar e fui conduzido ao belíssimo salão principal com vista para a Notre Dame. As cenas do longa da Pixar pipocavam em pequenos flashes a todo instante. A semelhança era realmente incrível. Detalhes como o carrinho de queijos, garçons de nariz empinado e claro, correria por todo lado sem jamais perder a elegância francesa ao servir, gente fina pedindo pratos ainda mais finos. Cenas de um filme. Ou de desenho, como preferir.

Pedi um menu especial que incluía o pato – e mais 7 pratos, da entrada até a sobremesa. Resumo da brincadeira: comi divinamente e saí de lá 2h e meia depois me sentindo o personagem Anto Ego, crítico gastronômico do filme Ratattouille, que após experimentar um prato especial fica meio desbaratinado com a experiência inesquecível. Valeu cada centavo! Ou melhor, cada notão de euro mesmo 🙂

Por fim, levei comigo o certificado número 1.062.540. E a certeza de que a lista de todos que passaram por lá e comeram o famoso pato mudou um pouco. Henri IV, o imperador japonês Hirohito, Winston Churchill, Theodore Roosevelt, Mikhail Gorbachev, John Kennedy, Charles Chaplin e agora o Moriael, lá de Brasília.

Pessoas legais pelo caminho – Artistas em Paris

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Os 3 estavam ao meu lado num café que fui quase todas as noites em Paris. Pelo café que era bom e pela internet wi-fi que era “0800”.

 

Uma delas me olhava e ria, meio que puxando papo. Disse que foi com a minha cara, começamos a conversar e descobri que estavam em Paris para uma turnê de teatro. A peça deles circula pela Europa há mais de 15 anos. O marido dela, que estava entre os 3 é o diretor da peça. E a amiga, atriz de comédia, faz parte do elenco.

O bacana disso é a cara deles. Figuríssimas! Acima a foto, que quando eu disse que iria tirar uma delas fez questão de se maquiar antes. No mais, parecem saídos de um filme antigo francês de comédia. E quando me viram falando no skype em video, real time com o Brasil e que “havia vida” do outro lado, pensei que iam ter um treco!! Foi um festival de biquinhos franceses e palavras que não entendo pra todo lado. Riam tanto que fiquei com medo das velhinhas terem um treco.

Tentaram sem êxito me explicar o tema da peça. Eles discutiam entre eles: um dizia “mas ele não vai entender o contexto… é coisa da França” e a outra retrucava “mas podemos explicar” e por aí vai. E eu rindo da situação e do esforço deles, já que tudo acontecia em meio a caras e bocas bem engraçadas.

No fim das contas acabaram me convidando pro espetáculo, com garantia de um bom lugar sem pagar nadinha por isso. Não deu pra ir, mas esse dia já foi o bastante pra dar boas risadas mesmo sem assistir a peça oficial.

 

Pessoas legais pelo caminho – Susan

 Adoro bater papo e conhecer gente. E nesses últimos 20 dias, do nada eu  topei com algumas pessoas interessantes e que valem o registro.

 

Eu estava meio perdido em Colônia na Alemanha, tentando ter noção de como chegar a estação de trem que era a única opção para o meu hotel.

Vai pra lá, vai pra cá, pergunta pra uns e pra outros sem sucesso e de repente me dirijo a ela. Susan, uma senhora alemã simpática, estava sentada num banco em frente a Catedral Gótica, tomando sua cerveja e conversando animadamente com o cara que pelo jeito limpava a rua. Perguntei pela estação de trem e ela fez um pouco mais: prontamente se levantou, dizendo ser seu caminho, foi comigo até lá e ainda me ajudou a comprar o ticket.

Não dava pra entender o inglês “litôu bit” dela, mas nos entendemos muito bem. Depois de algum tempo ela repetia “Brésil, Brésil”… sem largar a cerveja que ia tomando ao longo do caminho. Acho que ela já tava mas pra lá do que pra cá, mas foi divertido o bate papo. Pra variar, como muitos que encontrei, gostava do “Brésil”.

Achei meu rumo, ela desceu antes mas fez questão de saber se eu tinha entendido e estava tudo bem. Uma grande ajuda num noite geládissima na Alemanha. Muito bacana.

Danke Susan.

 

 

Unforgettable Dresden

 

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Dresden surprised me, at day and at night. Different sensations: illuminated city, christmas songs in the background, amazing monuments, good food, happy people. A very different christmas for me, who comes from a tropical country.

Really, days that i’ll never forget. Pressed heart because I miss my family. By the way, it only lacked exactly to be with my family in this trip the Dresden.

It would be perfect.

 

 Watch my special video about our excursion to Dresden:

View my full favorites videos on the Youtube. 

 

Full pictures from Dresden

 

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