Os Estranhos

Assista agora a mais nova produção da PapaiLelo Pictures. Um filme estranho mesmo, que mostra o que acontece quando se mistura duas filhas, o Photo Booth, um Mac e o pouco tempo à tôa de um pai babão. Uma idéia na mão e uma câmera disponível sempre acabam bem. Ou acabam assim… digamos… de um jeito meio estranho! Assista e comente:

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Era uma vez uma câmera…

Duda, 2 anos

22 de outubro de 2006.

Era bem cedo quando logo após assistir o parto, eu acompanhei ela para aquela salinha bem ali do lado. Foi colocada com cuidado no berço quentinho… não demorou muito pro choro parar.

Estávamos sozinhos, eu sentei num banquinho que tava do lado do berço de um jeito que podia ficar olhando pra ela bem de perto. Percebi que ela me procurava em meio a um certo vulto que provavelmente havia à sua frente, quem sabe se ainda tentando compreender onde ela tava.

Por alguns instantes, seu olhinho mal conseguia abrir. Ela se esforçava, piscava devagarinho… até que ele não fechou mais. E foi a partir daí que ficamos ali, olhando um pro outro por um bom tempo…

Eu conversava baixinho, falava com ela, pensava alto e sentia que ela me entendia. A emoção, uma das mais fortes que já senti na vida, vinha acompanhada da sensação de estar conversando pela primeira vez com uma pessoa que eu sempre amei e já conhecia há um tempão. Algo como “sempre soubemos que esse momento ia chegar um dia”.

Ela já tava confortável e, com o olhar fixo, correspondia. Do seu jeito, mostrava que me amava também, mesmo tendo me conhecido há poucos minutos atrás. Era um momento único. Senti cumplicidade vindo daquela vidinha que tinha acabado de chegar, mas que parecia ter idéia do que representava. Minha emoção entregava tudo. Eu sentia um frio na barriga incrível, o coração batia forte, chegava a doer de tanta felicidade, tive vontade de gritar bem alto… era uma mistura de sentimentos esfuziante!

Um presente que chegou na hora certa, desejada, amada, querida, forte, linda, feliz. Mais que isso, veio como uma anjinha carregando uma mensagem de paz e harmonia. Senti isso na hora. Entendi na hora. E ela me contava tudinho com o olhar firme.

É, eu tava novamente apaixonado, surpreendido pela grata surpresa ao descobrir que, depois da chegada da Malu, era possível caber mais amor no meu coração.

Assim foram meus primeiros momentos com a Duda, há exatos dois anos atrás.

Essa figurinha que agita a casa faz aniversário hoje. 2 anos de vida dessa coisinha alegre, engraçada, esperta, risonha, tagarela, com personalidade forte que só, amada por seus pais e por sua irmã como ela nem imagina.

Acordei hoje decidido a escrever sobre isso, contar essa história. Lembrar desse “momento eterno”. Um momento que muda a vida de uma pessoa pra sempre. Como mudou a minha.

Parabéns, Cebolinha!

PapaiLelo, 22/10/08