Crônica de um lindo dia rubro-negro

“Todo mundo nasce Flamengo, só que alguns degeneram”, ouvi repetidas vezes meu Tio Saulo dizer quando era garoto. Foi por isso que nasci Flamengo e achei mesmo que todo o resto do mundo torcesse pelo Mengo. Quando pelas mãos do Tio Jessé estreei num estádio, lá no gramado desfilavam Leandro, Júnior, Adílio, Andrade, Nunes, Lico, Zico e Tita. Era uma orquestra, claro que todo mundo tinha mesmo que ser Flamengo. Nem mesmo as tardes de domingo, os gols do Dinamite e os gritos de gol do Tio Ananias me faziam mudar de idéia. Só dava Flamengo. Coitado do Dinamite, coitado do Tio Ananias. Coitados dos que não torciam pro gigante rubro-negro. Mesmo não sendo tanta gente, já que afinal poucos ousavam ser diferentes.Era nisso que eu acreditava e daí só pensava: aqueles que “degeneraram” por um tempo, nem vão virar casaca, nasceram Flamengo, tem uma bela desculpa pra voltar. Se foi uma vez Flamengo, era pra sempre Flamengo.

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