Sampa Life

Eu sempre disse que, pra mim, o melhor de São Paulo é a sala de embarque de Congonhas. Tá bom, é um pouco exagerado. Mas a sensação de sufoco que essa cidade provoca é punk mesmo. Talvez porque eu sempre vinha pra cá na correria, vindo de manhã pra voltar de noite. Trânsito, reunião, trabalho, trânsito, aeroporto. 

 

A correria continua, não vou e volto todo dia mais, às vezes só no fim de semana. Por isso, tá dando pra descobrir um outro lado da cidade nesse dia-a-dia acordando e dormindo por aqui. Isso pode soar meio estranho, parecer papo de doido. Mas se considerar que nasci em Brasília, que é uma cidade que não tem cara de cidade, viver em São Paulo mesmo que de passagem não é fácil. 

 

Por isso, depois de um tempão sem blogar, vou começar a passar as minhas impressões positivas da cidade. Um candango perdido nessa cidade malucona: onde rola engarrafamento à meia-noite mas tb rolam boas conversas com o tiozinho pernambucano da birosca da esquina. Que tem os melhores restaurantes do país mas também tem uns botecos simples e bacanas como o do Hugo, desde 1920, com o melhor sanduba de linguiça da galáxia. Que tem muita gente estressada mas também tem um pessoal atencioso que não se acha tanto. Coisa pra caramba pra ir contando de vez em quando.

 

Mas preciso ressaltar que ainda acho a sala de embarque de Congonhas o melhor lugar daqui, viu. Afinal, é o lugar mais perto da minha família nessa cidade. Ôôôô saudade.   😦