Trófeu “Coxinha de Ouro”

Quero começar dizendo que isso é sério. Coxinha é um assunto sério. E também que minha iniciativa visa reparar um grande injustiça: o não reconhecimento da coxinha como um dos grandes rangos do nosso país e do mundo. Pra mim está no mesmo nível de outros quitutes já internacionalizados como a pizza, o quibe, a esfiha e o cachorro quente.

 

 

Por isso, dou início aqui a uma GRANDE PESQUISA NACIONAL em busca das melhores coxinhas de Brasília e do país afora. E peço, é claro, a ajuda dos amigos nessa importantíssima jornada.

 

Fase 1 - Indique uma coxinha!
Indique o local que vc já comeu uma coxinha daquelas que vc pára e pensa. Olha pra ela e dá aquela sensação de “caramba… que bom isso!”. Isso não acontece com toda comida. Só com as melhores. O resto sempre passa desapercebido. Na medida do possível, eu e o Lupa (grande entendedor de coxinhas) iremos ao local vistoriar a indicada.

 

Fase 2 - Avaliação  (sugira um outro critério se não concordar com os abaixo)

 

  • Quesitos básicos (1 ponto): Estar quentinha, ter aquela casquinha que faz “crec” quando a gente morde, recheio compatível com a quantidade de massa, recheio com aqueles pedacinhos de frango/galinha e não a versão triturada, não estar muito oliosa, boa aparência.   
     
  • Quesitos avançados (2 pontos): Pedaço de salsinha dentro, não estar seca demais, recheadas com frango mais temperado - isso merece um ponto extra. E se além de ser gostosa, for baratinha, fantástico! Fechou. Preço nunca quis dizer qualidade quando o assunto é coxinha.
     
  • Quesitos de segurança (perda de pontos): se for encontrado pedaço de cartilagem na coxinha: menos um ponto. Osso: menos um ponto. Osso e cartilagem simultaneamente (caracterizando frango atropelado): menos três pontos. Se a massa da coxinha ficar agarrada nos dentes: menos um ponto.
     
  • Quesito gula: se você matou a fome com a primeira coxinha mas TEVE que pedir outra, mais 2 pontos.

  • Extra points: Se o local vender Coca em garrafa de vidro, mais um ponto extra. Molho de pimenta, outro ponto. Se a coxinha foi feita por uma tia que se encontra no local de venda do produto, mais um ponto. 
     
  • Trófeu Little Coxinha: Vc também pode opinar sobre coxinhas de pequeno porte, como as de festas de criança (ambiente particularmente dominado pelo mini cachorro-quente). 
     

As 10 melhores coxinhas avaliadas serão incluídas no Hall da Fama “1 minuto de silêncio”. A melhor coxinha na avaliação de todos receberá o Troféu Coxinha de Ouro, com ampla divulgação aos amigos consumidores de rango trash. 

 

Conto com a ajuda de todos! Sugestões no comment.

 

Importante: Está vedada a participação de coxinhas com catupiry. Consideramos isso uma deturpação da coxinha, feita provavelmente pelo cara que resolveu colocar limão na Coca-cola, queijo no quibe, banana na pizza, etc.

 
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Nike: Take It To the NEXT LEVEL

Se vc ainda não viu, assista o novo comercial da Nike feito especialmente para a Internet. Direção do Guy Ritchie. Excelente!

 

33 anos depois…

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Eu acho que já fiz muita coisa nessa vida. Eu já quis ser jogador de futebol como muitos garotos. Já joguei bola em campo de terra batida, eu já joguei em estádio. Já fiz teste no Corinthians, vi que não era bem isso e eu já achei que devia ter pensado em ser astronauta mesmo. Eu já fui cobrador de lotação, já fui balconista de padaria, eu já fui office-boy, eu já servi café, já fui motorista. Mas já fui assessor de ministro de estado também. Já bati um papo com o Pelé no meio da comemoração do meu aniversário de 20 anos, troquei idéia com a Xuxa sobre filhos, ouvi conselho do Serjão e o saudoso Mário Covas já me sacaneou por conta do meu ex-cabelo grande. Eu já dei trabalho na escola, já fui da galera do fundão mas eu também já fui aluno cdf. Eu já ergui a bandeira nacional na hora cívica da escola. Eu terminei os estudos no supletivo mas eu passei no vestibular de primeira. Eu já aprendi que é melhor ouvir do que falar, já aprendi que a gente não pode ter tudo que quer. Mas eu já sei também que podemos muitas coisas que queremos. Eu vi a Seleção de 82 em campo e cantei “Voa Canarinho” algumas vezes, mas  tive que ver também o Paolo Rossi acabar com a nossa festa. Já vi o esquadrão formado pelo Zico, Adílio, Andrade, o Nunes, o Tita e o Lico jogarem juntos no meu mengão. Já assisti o Flamengo ser campeão em cima do Vasco, no meio da Raça Rubro Negra no Maraca lotado. Já vi o Romário no Vasco acabar com o Flamengo. Mas também vi o Romário acabar com todo mundo em 1994 e o Brasil ser campeão do mundo. E vi o Ronaldinho também acabar com a Alemanha em 2002. Eu já fui pra Alemanha. E eu já sacaneei os alemães por causa desse jogo. Eu já subi na Estátua da Liberdade, no Cristo Redentor e já fui na Torre Eifell. Eu já segurei a onda de amigo bêbado. Eu também já fiquei bêbado e eu já acordei de ressaca. Eu já tomei caldo de sururu e comi um treco chamado suvaco de cobra lá em Pernambuco. E eu também já comi no restaurante mais antigo e famoso de Paris. Eu já comi pastel de feira em São Paulo, peroá em Vila Velha e acarajé “quente” em Salvador. Eu já briguei na rua e eu já separei briga na rua. Eu já brinquei de pique bandeirinha e de bete. Eu já comi Banda, Caramelos Nestlè, Dip N’Lik e vi o Kri virar Crunch. Eu já organizei festa junina, gincana na escola e festinha de criança. Eu já ganhei festa surpresa. Eu frequentei a Escola Dominical na Igreja Presbiteriana, eu fui batizado nas águas já adulto, eu já fui na igreja católica só pra ver qualé, eu já ganhei um concurso de quem achava versículos na bíblia mais rápido. Eu fui pra rua quando o Tancredo morreu, eu já gritei pelo impeachment de um presidente, eu já trabalhei em campanha pra Presidente. Eu comi lula frita num boteco em Santos pra comemorar a vitória do Fernando Henrique na eleição. E eu tive que engolir o Lula de verdade quando perdemos em 2002. Eu já subi no Empire State e já escutei “New York  New York” do Frank Sinatra na Brooklin Bridge. Eu vibrei muito quando vi o Piquet e o Senna serem campeões do mundo e eu chorei quando o Senna foi dessa pra melhor. Eu já vi muita gente bacana morrer, mas vi muitas figuras especiais nascerem. Eu já tomei banho de chuva várias vezes, mas já fiquei dois dias sem tomar banho de água doce. Eu já plantei uma árvore, eu já tive filhos, já me apaixonei,  já tive dor de cotovelo, já tomei fora da Juliana e depois ela resolveu casar comigo como manda o figurino. Eu assisti o parto das minhas duas filhas, eu já ensinei uma delas a andar de bicicleta sem rodinha e a outra a comer a primeira comidinha. Eu já chorei quando passaram mertiolate no meu machucado mas tive que passar mertiolate no machucado da minha filha enquanto ela chorava. Eu vi vários tipos de Coca-Cola serem inventadas e eu continuo tomando a mesma Coca-Cola original. Eu já peguei 45 saquinhos de Cosme Damião em um só dia. Eu já tomei bronca de chefe e já dei bronca como chefe. Já corri atrás de emprego, já consegui bons empregos, já fui dono do meu próprio negócio, já desisiti de ser dono do meu próprio negócio também. Eu já fui pra Disney um monte de vezes e eu já enchi o saco dos amigos pra irem pra Disney também. Eu já tive furúnculo, eu já roubei manga do vizinho, eu já tive piolho, eu já fugi de cachorro brabo, já joguei muita bola descalço na rua, eu já soltei pipa com cerol, eu joguei bolinha de gude. Eu nunca gostei de aparecer mas já precisei aparecer na TV, no rádio, no jornal, em revistas e na Internet. Eu já usei máquina de escrever, eu vi a Internet nascer antes de muita gente e eu comecei a trabalhar com Internet antes de muita gente. Eu já comi cachorro quente em Nova York e lá na pracinha do Guará achando bom do mesmo jeito. Eu assisti Piratas do Espaço, Chips, estréia de filme dos Trapalhões, eu já morri de medo com a brincadeira do copo e com Poltergeist- o Fenômeno. Eu já fui na Água Mineral, na piscina com ondas do Parque da Cidade, no Clube Primavera de Taguatinga e eu já passeei no Central Park. Eu já comi o pastel da Viçosa incontáveis vezes e muitos anos depois eu conheci o cara que fundou a Viçosa. Eu já perdi e já ganhei no par ou ímpar. Eu já trouxe Pizza Hut dentro do avião de São Paulo e eu já economizei um bom tempo pra ir comer no rodízio do Primo Piato. Eu sempre fui fã de coxinha. Eu já andei de bug nas dunas de Natal, eu já fiz fogueira com amigos na rua, eu já acampei, eu já dormi ao relento, eu já vendi din-din na porta de escola, eu já lavei carro pra ganhar uns trocados. Eu já fiz guerra de bolo, já vi o sol nascer e já vi o sol se pôr. Eu já fui nas Torres Gêmeas e também vi uns babacas derrubarem elas. Já vi o Papa de perto e depois vi ele morrer e outro ser escolhido. Eu já assisti show de rock e axé, eu já surfei, já mergulhei no mar, já subi em árvore e brinquei de pique-esconde. Eu já me perdi em Miami, em Goiânia e no Rio de Janeiro. Eu já fiz compras na comercial norte de Taguatinga, no calçadão de Madureira e também na Champs-Élysées. Eu já fiz muitos amigos por aqui e já fiz muitos que moram mundo afora. Eu já passei o maior calor da minha vida em Cuiabá e já quase congelei em Dresden na Alemanha. Eu já andei de trem bala, de bondinho, de jangada e de metrô. Eu aprendi a dirigir num Fusca, eu já dirigi um ônibus e uma Kombi. Eu já bati um carro e já não achei meu carro no lugar onde ele deveria estar. Eu já andei a cavalo, eu já tomei coice de cavalo, eu já vi tubarão de perto, já limpei galinheiro, já encerei chão, já plantei tomate. Eu já vi neve. Eu sempre me perguntei porque meu nome é Moriael, eu já tive que responder mil vezes que não sei de onde veio esse nome até que um dia encontrei um cara na rua que, do nada, me contou a história do meu nome todinha. Eu já andei de montanha-russa no carrinho da frente, eu já caí de bicicleta, eu já andei de kart. Eu fiquei fã do Legião Urbana, eu já cantei Faroste Caboclo centenas de vezes e eu já encontrei o Renato Russo. Eu também já dei uma topada com o Zidane na rua e eu já vi o Zidane não ser topado por ninguém e destruir o Brasil na Copa. Eu fui no Louvre, eu já fui no Museu de História Natural de NY, no Memorial JK, eu já nadei com os peixes em Porto de Galinhas, já andei de jet ski e já me senti como uma batata cozida nas piscinas de Caldas Novas. Eu já passei 3 horas seguidas numa Apple Store. Eu já li a revista MAD escondido e colecionei a Placar por vários anos. Eu escapei do Exército, eu já tive cabelo grande, eu já usei brinco em uma orelha, eu já fui reprovado na escola. Eu já aprendi a cozinhar, eu já deixei o arroz queimar, eu já fiz vários churrascos, já fiz comida chinesa, mexicana, tex-mex, italiana e vários mexidões. Eu já provei sarapatel, buchada de bode, scargot e caviar. Eu já tomei Chapinha e já tomei vinho caro. Eu já escutei música brega de noite, eu já escutei jazz de qualidade, eu já vi ensaio de escola de samba. Eu já fui aplaudido e eu já paguei mico. Eu já contei piada sem graça e piada engraçada. Eu já desfilei no 7 de setembro, eu já fui campeão jogando vôlei e futebol, eu já lutei judô. Eu já dormi no ônibus e perdi a parada, eu já tive dor de barriga no ônibus, eu já passei mal de tanto rir. Eu já pensei que nunca ia pra faculdade e anos depois eu fui pra melhor festa da minha vida que foi justamente a minha formatura na faculdade. Eu também já ouvi muitas vezes que era quase impossível trabalhar com o que se gosta. Eu não acreditei, dei um jeito de trabalhar todo dia com o que me faz feliz e eu ainda recebo por isso. Eu sempre achei que uma boa risada e um bom bate-papo valem mais que perder tempo discutindo seja lá o que for. Eu já li muitos livros, já escutei muita música, já escutei muitas histórias do meu avô, eu aprendi a jogar xadrez com meu outro avô. Eu já fui figurante de filme brasileiro, eu já brinquei dentro de bueiro, eu já nadei em rio, eu já pesquei no mar de noite. Eu já me vesti de super-homem, eu já pulei de cima da casa pensando que era o super-homem, eu já me vesti de papai noel pra minha filha. Eu nunca tive barba e eu sou o criador da língua do “ênet’s”. Eu já contei várias histórias pra Malu dormir, já ensinei ela a fazer côco no vaso, eu já fiz ela e a Duda dormirem no meu colo. Eu já troquei fraldas, eu já chorei na apresentação do dia dos pais. Eu descobri que a melhor coisa que pode existir na vida de um homem é ser pai. Quando a Duda nasceu eu descobri que essa felicidade podia dobrar. Eu sempre pensei o tempo todo sem parar, eu nunca perdi a mania de achar que as coisas sempre podem melhorar, eu nunca aprendi que o ótimo é o inimigo do bom. Eu sempre preferi o ganha-ganha do que o perde-perde numa negociação mas eu nunca aprendi que ao longo da vida as vezes é preciso dizer mais nãos. Eu sempre tive certeza que a verdade é melhor que a mentira. Eu também sempre achei que Deus foi mais legal comigo do que eu merecia. Mas eu também sempre me senti bem próximo Dele e concluí que Ele não se importava muito com alguns vacilos de vez em quando. E eu acho que é por isso que Ele me deixou chegar até aqui, aos 33 anos de idade. Porque se eu acho que  já vivi muita coisa legal, Ele sabe que ainda tenho muita coisa legal pra viver. Ele também sabe que eu nunca vou esquecer de valorizar e agradecer por cada detalhe daquilo que foi preparado pra mim. 

 

Obrigado, Senhor. 

 

 

A campanha política 2.0 do Barack Obama

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O político 2.0. Esse é o título do artigo que acabo de escrever sobre a campanha americana e que está publicado tanto no site da Knowtec quanto no Webinsider.  

 

Fala um pouco sobre a belíssima campanha do Obama utilizando recursos modernos, uma linguagem diferente e uma abordagem que sacode a campanha. Leia e comente!  

 

 

Comam carne vermelha!

O título do post pode soar estranho, mas me sinto obrigado a homenagear e divulgar o trabalho de um cara que é um héroi. Luiz Amorim é o dono do Açougue Cultural T-Bone, aqui de Brasília. Fica na 312 norte e tive o prazer de virar cliente dele há uns 10 anos. 

 

picture1.pngLá tem tudo que se espera de um bom açougue: carne de qualidade, bom preço, atendimento de primeira. Esse último quesito então é cumprido à risca pelos divertidíssímos atendentes, os quais adoro sacanear quando o Mengão ganha - mas que preciso aguentar calado nas raríssimas vezes quando os timinhos do Vasco ou do Fluminense têm a sorte de ganhar alguma coisa. 

 

Mas o que torna o T-Bone tão especial? E que papo é esse de Açougue Cultural? 

 

Porque não é de hoje que o Sr. Luiz Amorim, um apaixonado por livros alfabetizado apenas aos 16 anos, resolveu fazer um trabalho que merece aplausos diários, promovendo a partir do Açougue, a cultura da cidade. 

 

Além de muita carne é claro, o T-Bone é uma verdadeira biblioteca pública. Tem todo tipo de livro para pegar emprestado pelo tempo que achar conveniente. Quando o espaço apertou, surgiu o “Espaço Cultural T-bone”, ali na 712 norte. O açougue também é o point da já conhecida “Noite Cultural T-Bone”, onde novos artistas da cidade dividem o palco com estrelas já consagradas. Por conta dessa versão inovadora de açougue, Luiz já foi diversas e merecidas vezes tema de reportagens em jornais e revistas, além de entrevistado no Programa do Jô. 

 

Mas a última do T-Bone merece ainda mais destaque: foram colocadas diversas estantes com livros para empréstimo em pontos de ônibus da Asa Norte. Sem vigia, sem lista, sem controle aparente. Uma iniciativa de tirar o chapéu que promove não só o hábito de leitura mas como divulga que é possível confiar no “bom comportamento” de quem passa por ali sem vandalizar o espaço. Serviço de utilidade pública, obra com a criatividade característica do Luiz Amorim e sua equipe. 

 

Se isso vai ajudar a financiar mais obras como estas, defendo que todos comam mais carne vermelha! Mas não deixem de comprá-la no único “açougue do mundo onde os bois são alfabetizados”, como diria o Cláudio, gerente do T-Bone.   

 

 Conheça aqui o site do T-Bone.

 

 

O dia em que todos os notebooks do mundo engordaram de uma vez…

Primeiro, assista o vídeo:

 

 

 

 

Agora, vamos combinar: Eis aí mais um lançamento da galera do sr. Steve Jobs pra chacoalhar a cabeça de muita gente. Quero ver quem se atreve a chamar o seu velho notebook de “fininho” agora. 

 

Mas o melhor disso não tem haver necessariamente com a máquina em si. E sim com as mudanças que a Apple provoca num mercado inteiro. Como foi com os iMacs, com os iPods, com o iPhone. 

 

Como quando foi lançado o primeiro iBook, branquinho, pequeno, leve… mistura de iPod com notebook. Alguém tinha visto antes algum note PC que não fosse preto ou cinza e quadradão? Lembram dos iMac coloridos? A campanha perguntava exatamente isso: “Alguma vez te perguntaram qual sua cor preferida e vc respondeu.. bege??”. Nem preciso falar do iPhone, né? Quem dá uma mexida nele por 5 minutos nunca olha de novo pro próprio celular do mesmo jeito.

 

Esse é o lance da Apple na minha humilde opinião. Ela já sabe que não vai ser o mais vendido, não vai mudar o mapa de vendas do mundo. Mas vai continuar sendo o mais desejado porque faz exatamente aquilo que corresponde ao desejo e ao sonho dos usuários. E bem feito, surpreendendo sempre. As demais fabricantes de PC que se matem pensando numa forma de mais uma vez mudar seus produtos e copiar o estilo Apple de ser. 

 

Enfim, o que dizer do Mac Book Air? Só me resta sair anunciando: 

 

Atenção, atenção, alô, alô!!!  Vendo o meu Mac Book “gordinho”… quem vai quereeeeeer… olha aê… mulher bonita não paga mas tb não leva… tá acabando…  tá na promô… precinho de amigo hein… 

 

 

Pérolas do Lupa* - Analisando o Superman

Quem conhece o Lupa* sabe que o bicho é naturalmente engraçado. Cria frases de efeito, comparações e novas palavras como ninguém. Mas o bicho tá se superando… agora começou a fazer análises um pouco mais profundas e claro, não menos engraçadas. Conversar sobre qualquer coisa com o bicho é sempre uma experiência. 

 

 

Resolvi reproduzir aqui o diálogo que tivemos no último sábado, sobre o Superman. Claro que não é tão engraçado como ouvindo ele falar sobre isso, mas aí vai a essência de uma conversa muito surreal:

 

clark-kent-los-dos.jpg

 

L - Shock, tu já viu o “Superman, o Retorno”?

M - Já… massa.. gostei.

L - Achei meio palha… umas cenas meio estranhas.. o bicho aparece meio emborrachado naquela cena do espaço.

M - Hum… eu achei massa. Aquela cena é meio trash mesmo, mas gostei do filme.

L - Velho, tava pensando num lance sobre o bicho… (bicho = o Superman)  Eu acho ele um super-herói muuuuito sem vergonha cara.

M - Oxi, por que?

L - Porque o bicho é super-heroi freela cara! Tu já pensou nisso?

M - Queeee?? Como assim muleke? Freela??

L - Cara, pensa só… ele é jornalista. E de noite sai de Superman, mas tipo fazendo freela… nunca tinha pensado nisso… o bicho não é dedicado na parada!! Porra, que bicho safado, cara! Não leva a sério!

M - huahuahuahuahuahuahuahuahua

L - Não cara, é sério… e tu sabe como é freela.. a gente nunca dá atenção como deve. Vai levando nas coxas e tal.. porra, muito palha o lance do bicho!

(Algum tempo depois consegui parar de rir da conversa surreal, aí entrei na dele)

M - Porra velho, mas assim… nesse esquema então o Homem-Aranha também é freela, não?

L - Nãaaaao, é diferente. O Peter Parker quer ser fotógrafo, mas só consegue freela. Ele é mais tempo o Homem-Aranha mesmo, esquema dedicado. É diferente… o Clark Kent quer ser jornalista mesmo.

M - É, tem lógica hauhauahuahaua

L - Caraca, nunca tinha pensado nisso. Que bicho sujo… se fosse dedicado já tinha conseguido pegar o Lex Lutor há muuuuito tempo. Mas o cara não leva a sério!

M - hauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauahuahuahuhaua

L - Palha… muito palha. Porra, tinha que ser um esquema dedicado… nunca tinha pensado nisso.

M - hauhuaauhauhauhauahuahuahuahuahuahauhauhauahuahuahauhau

 

 

Agora me explica: O que esse bicho comeu/bebeu/fumou pra pensar logo num lance desses? 

 

 

 

* Lupa = Luiz Paulo, é um amigo nível Jedi que trabalha comigo desde 1999. Começou programando, diz que é da TI, mas eu acho que o “bicho” na verdade saiu do mkt. Sabe de coisas que desafiam os agregadores RSS, se amarra em rango trash como eu, é viciado em novidades high tech mas adora falar mal da Apple perto de mim. O job preferido dele é o de ser pai do Pedro.

 

1 minuto de silêncio para o “misto-quente” Parisiense…

mixto.jpgO misto-quente é um rango que devia entrar para o hall das comidas mundiais. Como a pizza, o pastel, o kibe e outros tantos que se encontram no mundo inteiro. Não está acima apenas da coxinha, na minha humilde opinião. Aliás, a coxinha merece um lugar de maior destaque no mundo. Mas isso é outra história.

 

Pra quem não conhece, o Geraldo é o responsável por um misto de responsa, lá pertinho do Liberty Mall em Brasília. Além do tradicional, dá pra pedir o misto no pão de queijo… uma obra de arte do rango trash. Esse então quase chega perto da coxinha. E tô citando ele porque é uma referência no assunto. Aliás, respeito muito quando o rango é bom.

 

Pois bem, Paris me apresentou um misto-quente de alto nível. A receita impecável: Baguete tipicamente francesa, queijo brie e presunto parma. Pra fechar, manda na chapa e depois uma pitada de mostarda Dijon legítima. Tá feito. Eles chamam de “Panini”. Pra mim o nome disso é misto-quente. E pronto.

 

O Geraldo que me desculpe, mas esse misto francês é realmente a consagração do bom e velho misto-quente. Só me resta então a homenagem: por favor, um minuto de silêncio para o misto-quente francês.

 

 

 

 

Paris – Um dia de Ratatouille

 

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Já assistiu Ratatouille? É mais um brilhante filme de animação da DISNEY/PIXAR que se passa em Paris e conta a divertida história de um ratinho que sonhava em ser cozinheiro. Vale a pena assistir. Mas o que isso tem haver com o post? Tudo. O restaurante do Gusteau, onde se passa o filme, foi inspirado num dos restaurantes mais famosos do mundo. E não é famoso a tôa.

 

ratatouille3.jpgO La Tour d’Argent é o restaurante mais antigo de Paris e um dos mais antigos do mundo. Fundado em 1584 o restaurante já teve como clientes reis e as mais famosas personalidades do mundo. Além de ter uma das maiores adegas do mundo com mais de 500 mil rótulos, o restaurante já chegou a possuir 3 estrelas no guia Michelin por 51 anos.

 

Como todos sabem, comer bem é um hobby pra mim. Não precisa ser caro, o importante é o sabor e também a história que há por trás do prato. Como tenho todo interesse de experimentar novos sabores onde quer que eu vá, não poderia deixar de incluir no meu “currículo gastronômico” um dos pratos mais famosos do mundo: O “pato ao sangue” ou em francês “Caneton” do La Tour d’Argent.

 

Esse prato foi inventado no século XVIII por Frédéric Delair e é nada mais nada menos que um pato ao molho pardo. Mas tem dois detalhes que instigaram ainda mais a minha curiosidade: primeiro, ele é preparado no meio do salão chiquérrimo do restaurante, num ritual repetido desde que foi inventado, numa prensa especial e por um chef de primeiríssima linha. Segundo e o ponto mais bacana: cada pato no restaurante é numerado e o cliente recebe um certificado de que esteve no d’Argent e teve o prazer de degustá-lo. A contagem já passa de 1 milhão, mas é um número exclusivo para cada felizardo. É ou não é um momento único?

 

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Pois bem: estive no La Tour d’Argent, num lindo domingo com céu azul em Paris, depois de visitar a belíssima Torre Eiffel. Fui extremamente bem recebido no térreo e depois de subir ao 6o andar, conduzido ao salão principal com vista para a Notre Dame. Pedi um menu especial que inclui o famoso pato – e mais 7 pratos, da entrada até a sobremesa. Resumindo, comi divinamente e saí de lá 2h30 depois me sentindo o personagem Anto Ego, crítico gastronômico do filme Ratattouille, que após experimentar um prato especial fica meio desbaratinado com a experiência inesquecível.

 

Levei comigo o certificado número 1.062.540. E a certeza de que a lista de todos que passaram por lá e comeram o famoso pato mudou um pouco. Henri IV, o imperador japonês Hirohito, Winston Churchill, Theodore Roosevelt, Mikhail Gorbachev, John Kennedy, Charles Chaplin e agora o Moriael, lá de Brasília.

 

 

 

Pessoas legais pelo caminho - Artistas em Paris

artistas.jpg

Os 3 estavam ao meu lado num café que fui quase todas as noites em Paris. Pelo café que era bom e pela internet wi-fi que era “0800”.

 

Uma delas me olhava e ria, meio que puxando papo. Disse que foi com a minha cara, começamos a conversar e descobri que estavam em Paris para uma turnê de teatro. A peça deles circula pela Europa há mais de 15 anos. O marido dela, que estava entre os 3 é o diretor da peça. E a amiga, atriz de comédia, faz parte do elenco.

O bacana disso é a cara deles. Figuríssimas! Acima a foto, que quando eu disse que iria tirar uma delas fez questão de se maquiar antes. No mais, parecem saídos de um filme antigo francês de comédia. E quando me viram falando no skype em video, real time com o Brasil e que “havia vida” do outro lado, pensei que iam ter um treco!! Foi um festival de biquinhos franceses e palavras que não entendo pra todo lado. Riam tanto que fiquei com medo das velhinhas terem um treco.

Tentaram sem êxito me explicar o tema da peça. Eles discutiam entre eles: um dizia “mas ele não vai entender o contexto… é coisa da França” e a outra retrucava “mas podemos explicar” e por aí vai. E eu rindo da situação e do esforço deles, já que tudo acontecia em meio a caras e bocas bem engraçadas.

No fim das contas acabaram me convidando pro espetáculo, com garantia de um bom lugar sem pagar nadinha por isso. Não deu pra ir, mas esse dia já foi o bastante pra dar boas risadas mesmo sem assistir a peça oficial.

 

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